Os fãs de K-pop e indie rock já podem se preparar: o documentário “The Rose: Come Back to Me” estreia nos cinemas brasileiros neste sábado (14), trazendo aos telões a trajetória intensa e emocionante da banda sul-coreana The Rose. Dirigido por Eugene Yi e distribuído no Brasil pela Sato Company, o longa acompanha de perto os bastidores da turnê que marcou a retomada do grupo em 2022, após um período turbulento que incluiu disputas judiciais e o cumprimento do serviço militar obrigatório por parte dos integrantes.
A produção chega ao país em um momento estratégico, impulsionada pelo crescimento expressivo do K-pop no mercado brasileiro e pelo sucesso recente da banda em território nacional. A estreia promete mobilizar fãs em diversas capitais e cidades do interior, reforçando a força do gênero no circuito cinematográfico.
Quem é o The Rose?
Formado em 2017, o The Rose rapidamente conquistou reconhecimento internacional com o single “Sorry”, que viralizou em plataformas digitais e colocou o quarteto no radar global. Diferente de muitos grupos do universo K-pop tradicional, a banda se destaca pela sonoridade voltada ao indie rock, com forte presença de instrumentos ao vivo e composições autorais que exploram temas como amadurecimento, saudade, superação e identidade.
Composta por Woosung, Dojoon, Jaehyeong e Hajoon, a banda construiu uma base sólida de fãs ao redor do mundo, conhecidos como Black Roses. O documentário mergulha na relação próxima entre artistas e público, mostrando como essa conexão foi essencial durante os momentos mais delicados da carreira.
Retomada após período de crise
Um dos pontos centrais do filme é o processo de reconstrução artística do grupo. Após conflitos contratuais e batalhas judiciais com a antiga empresa responsável por sua gestão, os integrantes decidiram seguir caminho independente. O hiato forçado, somado ao período de alistamento militar — obrigatório na Coreia do Sul — interrompeu temporariamente a ascensão da banda.
“The Rose: Come Back to Me” mostra como o quarteto transformou as dificuldades em combustível criativo. Sob seu próprio selo, os músicos inauguraram uma nova fase de autonomia, assumindo controle sobre produção musical, estratégias de divulgação e decisões artísticas. A turnê mundial “Once Upon A WRLD”, realizada após o retorno, simbolizou essa nova etapa.
Passagem marcante pelo Brasil
O Brasil teve papel importante nessa retomada. Em agosto de 2025, o grupo se apresentou em São Paulo durante a turnê mundial, reunindo milhares de fãs e demonstrando a força da fanbase local. A apresentação foi considerada um dos momentos mais emocionantes da passagem do grupo pela América Latina.
Durante esse período, a banda também estampou a capa digital da Billboard Brasil, ampliando ainda mais sua visibilidade no país. O documentário resgata imagens desses shows e destaca o entusiasmo do público brasileiro, frequentemente citado pelos artistas como um dos mais calorosos do mundo.
O que esperar do documentário?
Com acesso exclusivo aos bastidores da turnê, o longa oferece uma perspectiva íntima dos integrantes, revelando momentos de tensão, insegurança e celebração. O público acompanha ensaios, viagens, reuniões estratégicas e conversas francas entre os músicos sobre o futuro da banda.
A direção de Eugene Yi aposta em uma narrativa emocional, intercalando imagens de palco com depoimentos pessoais. O resultado é um retrato honesto sobre os desafios da indústria musical contemporânea e sobre o peso das expectativas globais em torno de artistas asiáticos.
Além da trajetória profissional, o filme também aborda o impacto psicológico do hiato e a pressão constante por resultados. Ao humanizar os integrantes, o documentário aproxima ainda mais o público da realidade por trás dos holofotes.
Onde assistir “The Rose: Come Back to Me” no Brasil?
O documentário entra em cartaz em diversas cidades brasileiras, ampliando o acesso dos fãs ao conteúdo. Entre os municípios confirmados estão:
Ananindeua (PA), Anápolis (GO), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Campinas (SP), Cascavel (PR), Guarulhos (SP), Maringá (PR), Niterói (RJ), Nova Iguaçu (RJ), Osasco (SP), Pelotas (RS), Piracicaba (SP), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Santos (SP), São José do Rio Preto (SP), São Paulo (SP), Sorocaba (SP) e Volta Redonda (RJ).
A recomendação é que os interessados verifiquem horários e disponibilidade diretamente nas redes de cinema de cada cidade, já que sessões especiais podem ter ingressos limitados.
K-pop nos cinemas: tendência em crescimento
A exibição de shows e documentários de artistas de K-pop nas telonas não é novidade, mas vem ganhando força nos últimos anos. Grandes grupos já apostaram nesse formato como forma de expandir o alcance global e oferecer experiências imersivas aos fãs.
No Brasil, a estratégia tem se mostrado eficiente. O público jovem, altamente conectado e engajado, costuma esgotar sessões rapidamente, transformando estreias em verdadeiros eventos coletivos. Além do entretenimento, essas exibições geram impacto econômico relevante para o setor audiovisual.
Especialistas do mercado cultural apontam que o fenômeno está ligado ao crescimento do consumo de conteúdo asiático no país, impulsionado por plataformas de streaming e redes sociais. Séries, filmes, doramas e músicas sul-coreanas conquistaram espaço significativo entre os brasileiros.
Hiato anunciado e futuro incerto
Em dezembro de 2025, o The Rose anunciou um novo hiato na carreira, decisão que surpreendeu parte dos fãs. Segundo comunicado oficial, a pausa seria necessária para que os integrantes pudessem focar em projetos individuais e reorganizar a agenda do grupo.
O documentário, portanto, chega também como registro de uma fase importante antes de mais um intervalo. Para muitos admiradores, o filme se torna uma oportunidade de reviver momentos marcantes enquanto aguardam novidades sobre o futuro da banda.
Conexão com os fãs: a força das Black Roses
Um dos destaques do longa é a relação intensa entre o grupo e sua base de fãs. As chamadas Black Roses aparecem como parte fundamental da trajetória, seja por meio de campanhas online, apoio durante o período de disputas judiciais ou presença massiva em shows internacionais.
No Brasil, essa conexão se traduz em números expressivos nas redes sociais e em eventos organizados por fãs. A mobilização digital tem papel decisivo na divulgação do documentário e na formação de filas para as primeiras sessões.
Impacto cultural no Brasil
A chegada de “The Rose: Come Back to Me” aos cinemas brasileiros reforça o posicionamento do país como um dos principais mercados de K-pop fora da Ásia. O intercâmbio cultural entre Brasil e Coreia do Sul tem se intensificado nos últimos anos, com shows, festivais e colaborações artísticas.
Além do entretenimento, esse movimento contribui para a diversificação do circuito cultural nacional, ampliando o acesso a produções internacionais e fortalecendo o diálogo entre diferentes estilos musicais.
Com estreia marcada para este sábado, o documentário promete emocionar fãs e apresentar ao grande público os bastidores de uma das bandas mais autênticas da cena sul-coreana contemporânea. Para quem acompanha a trajetória do The Rose desde o início ou para aqueles que desejam conhecer mais sobre o universo do K-pop alternativo, a produção surge como uma experiência cinematográfica imperdível.

